sábado, 24 de dezembro de 2011

?Quanto vale a vida?





"... a vida é de graça, tem gente que paga pra viver, espera uma carta com dinheiro e saúde, vá se foder!" (Vera Loca)

...faz tempo que venho observando comparações idiotas de pessoas que se preocupam com frases soltas e esquecem o real valor da vida...

... este era para ser um natal tão ruim quanto todos os outros, depois que descobri que papai noel era um personagem meramente comercial e que o "bom velinho" nada tinha a oferecer... para mim datas como natal, virada de ano, aniversário não fazem sentido, são dias normais ou até mais melancólicos que os demais dias do ano. Todos os anos nos reunimos com familiares para jantar (na famosa ceia de natal) e para almoçar (no dia 25), este é mais um dos anos em que isso irá ocorrer, mas desta vez de forma diferente...

... ontem, dia 23/12/2011 tudo estava correndo normalmente como em todos os anos anteriores; trabalho + trabalho + trabalho... quando por volta de 18:15h fui vítima de um assalto, sendo que o assaltante disparou um tiro a queima-roupa a menos de um metro de distância. Algo inexplicável aconteceu, a bala não me atingiu, passou muito perto, mas nada aconteceu. Não sei explicar como isso foi possível, só ouvi o estouro e vi a fumaça saindo do cano do revólver. O assaltante levou dinheiro e desapareceu. Tive a minha vida por um fio...

... acredito que tenho muito a viver ainda e muita coisa importante para fazer aqui, podia ter morrido ali mesmo e seria só mais um para a estatística, mas algo que vai muito além do meu campo de visão e da minha imaginação me "cobriu com seu escudo", me protegeu...

... tenho tentando fazer o meu melhor enquanto posso, desde sempre tive uma vida dedicada a "libertar" as pessoas, educando-as, tentando mostrar o caminho da justiça e da verdade, não consigo viver sobre pressão e muito menos ver "o outro" sendo injustiçado e humilhado...

... mas afinal o que tudo isso que falei até agora tem a ver com a frase "?Quanto vale a vida?"?

Eu, que estive ali cara a cara com a morte, compreendi o que a situação queria me mostrar... a vida vale muito mais que o dinheiro, para mim, porém para o assaltante, o contrário é verdadeiro. Enquanto alguns se preocupam com o valor poético da vida e enchem a boca para falar, tapando os olhos para a realidade, há milhares de pessoas por aí morrendo injustamente, seja de fome, de frio, enfim, das mais diversas formas... o valor do amor ao próximo foi deixado de lado há muito tempo, é muito mais fácil se preocupar consigo mesmo, satisfazer seus próprios desejos e esquecer que a vida em sua plenitude passa despercebida...

Quanto vale a vida de qualquer um de nós?
?quanto vale a vida em qualquer situação?
?quanto valia a vida perdida sem razão?

(Humberto Gessinger)

Que todos tenham um ótimo natal e assim como eu, a cada vez que acordarem pela manhã, agradeçam, seja a quem for, por mais um dia de vida! Cumpram seus objetivos, sejam fortes diante das mais variadas situações e levem consigo a esperança por dias melhores. Enquanto houver esperança, mais vidas terão seu merecido valor. 

Forte abraço a todos!  


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O inferno que é viver assim...

Então... o que falaram na última cena? Bah, sumiu... minha memória vem se tornando falha e as dores de cabeça frequentes... os dias têm sido difíceis e os pesadelos constantes. Sinto que estou aprisionado em mim mesmo...


"Eu não vou dormir pra não acordar e depois descobrir que tudo eu sonhei..."

   
Por tantas vezes desejei ser inapto ao uso da razão, esta mesma razão que constrói e destrói. Dualidade que nos possibilita ao entendimento de muitas das coisas que nos rodeiam...


"Não é só a razão, mas também a nossa consciência, que se submete ao nosso instinto mais forte, ao tirano que habita em nós." (Friedrich Wilhelm Nietzsche)


Na vida tudo é cíclico, a cobra morde o próprio rabo. Em outras palavras, o tempo passa e em determinado momento voltamos ao mesmo ponto (só que desta vez menos ingênuos) para encarar aquilo que nos torna frágeis. Todos nós, senhores, temos algo que nos aniquila. Todo ser dotado de razão é bastante sábio para compreender isso... nos tornamos escravos dos nossos medos. Nossas angústias afloram, parecem sair pelos poros...


... sempre que estou assim, entendo o porque, "vários" enlouqueceram trancados em seus quartos tentando encontrar algum sentido... o fato de compreender determinadas situações e não poder ou não ter alguém para compartilhar da mesma insanidade traz a tona este caos existencial.


 Lembro de uma frase disparada por uma guria há um tempo atrás para um amigo meu: "... e tu que vives aí trancado nesse teu mundinho, nessa tua caixinha de vidro!", mal sabia ela o mundo em que ele vivia... refugiar-se em si mesmo pode ser algo sem sentido para quem não está no olho do furacão... é fácil julgar né, difícil é suportar a dor e sair vivo...

... ao me olhar no espelho sinto que há algo frio e vazio por trás do meu sorriso, algo que continua transgredindo dia após dia... Será a loucura batendo à porta? E agora segura a onda Dorian Gray...


Desculpem-me pela ausência, espero que entendam... 





domingo, 2 de outubro de 2011

Quero explodir as grades e voar...

... de volta ao tempo que acreditei que jamais passaria... 



Por que os domingos nos fazem refletir deste jeito? Será por que os melhores momentos da vida foram vividos aos domingos? Ou hoje, os domingos tem sido os dias de maior solidão?

No meu caso, traz recordações nítidas de uma infância saudável, de tardes de domingo ao lado dos pais, dos avós, dos tios, dos primos e dos amores platônicos deste guri, no interior gaúcho...

...um guri sonhador, desde cedo motivado por ideais de justiça, legado das histórias em quadrinhos e desenhos animados de tantos justiceiros, que acabo por perder as contas. Sozinho, em silêncio, passava horas e horas repetindo as maravilhosas frases e ditos dos heróis fictícios, com poderes extraordinários. Imaginava o que faria se pudesse dispor dos tais "super-poderes". Por falar em imaginação, quantas estórias já criei em minha mente... todas pareceram sempre muito palpáveis, tão reais que podia visualizar com bastante clareza. E o mais engraçado, sem ao menos fechar os olhos, bastava ficar sozinho e as batalhas e revoluções eram ali travadas, com os mais diversos inimigos que na realidade existiam e me fortaleciam na busca por mais uma de minhas bravas aventuras...

"Na calçada onde joguei futebol e o gol era esse portão..."

...mas voltando aos domingos... dia de reunir a família... sempre gostei de estar na casa dos meus avós. Me recordo do cercado, da mureta, da rua de calçamento, das tardes de futebol e das conversas no final da tarde, da casa quase em frente e da guria da casa quase em frente, que desde cedo me encantava... a infância é realmente a melhor fase da vida. Correr, brincar, cair, apanhar, chorar, perdoar e amar... amor inocente e puro. 

" o tempo passou, claro que passaria, como passam as vontades que voltam no outro dia..."

... o cheiro das flores da arvorezinha que projetava a sombra na calçada (onde sentávamos para descansar depois de um longo período correndo atrás da bola) ainda hoje me faz voltar ao passado. Aquele cercado e a mureta não existem mais, foram substituídos por uma enorme grade... as crianças cresceram e seguiram cada um o seu rumo, o futebol e as conversas no final da tarde se perderam, as tardes de domingo já não são as mesmas há muito tempo e uma sensação de impotência ao ver que todos envelheceram toma conta de mim... 


... a presença das pessoas que a gente ama de verdade é fundamental, meus avós sempre foram muito presentes e eu sempre muito ligado a eles... um laço afetivo maior que qualquer outro, o amor mais sincero, o colo mais aconchegante, os abraços mais apertados, os beijos mais carinhosos e as conversas mais divertidas, que jamais esquecerei, naquelas tardes de domingo...


Relembrar é compreender que o tempo passou e que não há nada a se fazer... a não ser relembrar!


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A imortalidade das pedras


... décadas, séculos, milênios... o tempo não perdoa... a ação da gravidade que teima em manter tudo em seu lugar, "derruba" os mais frágeis, mas as pedras permanecem ali, resistentes, talvez por décadas, séculos, milênios...

... nos protegemos em nossos esconderijos, ficar exposto é algo humanamente impossível. A ciência evolui, trazendo os "prolongadores" da vida, porém, o fim é inevitável. Enquanto isso, as pedras parecem sentir muito pouco o passar dos anos... quantas vidas poderíamos viver, ali imóveis? Quantas vidas deixaríamos de viver?

Pode parecer loucura, mas e se as pedras sentissem? E se elas falassem? Muitas histórias trariam na bagagem. Muitos sentimentos de dor, de culpa e de medo teriam para compartilhar... a imortalidade tem seu preço e para as pedras, o preço é permanecerem eternamente estáticas, sem ao menos poder dividir o que passaram... mas e qual é o preço que pagamos por nossa vida "dinâmica"? Viver 4, 5, 6 décadas e agonizar no leito de morte... talvez chegar ao final da vida e perceber que seria melhor ter sido uma pedra... 

?Quanto vale a vida de qualquer um de nós?

E as pedras fora do caminho, alguém se importa? Aos olhos desatentos poderão passar despercebidas, assim como as pedras emudecidas de uma ruína em meio ao esquecimento, nas esquinas do tempo que insiste em passar...


sábado, 24 de setembro de 2011

Eu trago comigo os estragos da noite...




O que poderia acontecer naquela noite fria de inverno, contraste da noite quente do mesmo inverno à 611,429252928 milhas (ou seria primavera?) ? A estação do ano não mudaria os fatos, naquela noite que nem ao menos terminou. A companhia de alguém que te ofereceu as estrelas (não somente pelo brilho intenso por elas produzido, nem tampouco por sua simbologia intrínseca e sim pela demonstração de que mesmo sendo difícil tocá-las, mesmo que as mãos não suportassem o calor emanado, algo humanamente impossível saltaria aos olhos, fazendo com que o caminho a ser percorrido até elas e as consequências de apanhá-las fossem desconsiderados) seria a cura para a solidão daquela noite... será mesmo que só daquela noite? Tolice acreditar nisso. As noites subsequentes seriam contempladas com este mesmo brilho, o brilho das estrelas que ela ofereceu. Pediria demais: todas as estrelas, a lua e o sol, caminho iluminado durante às 24 horas do dia? 

"...ontem a noite eu conheci uma guria que já conhecia, de outros carnavais com outras fantasias, ela apareceu parecia tão sozinha, parecia que era minha aquela solidão. No início era um precipício, um corpo que caía, depois virou um vício, acordar no outro dia..." 

Nos ouvidos, os fones, tocando aquela música, isso, aquela mesma, da qual eu sou o  culpado. "Na boca ao invés de um beijo, um chiclete de menta";  no pensamento... ela; ELA, aquela que ofereceu as estrelas do céu e pediu para tomar cuidado com o que eu pedia...  

Eu, no frio e escuro apartamento. Ela buscando abrigo, lhe restando apenas um corredor vazio... não vivemos de fato! Buscamos um sentido em meio a escuridão e a solidão daquela noite vazia, à milhas e milhas um do outro. 

Agora eu entendo e sei que ela também entende... "noites que passamos lado a lado em solidão. Noites de inverno, noites de verão..." 

Neste exato momento amanhece, parece que o Sol voltará a brilhar. Ainda não sei se meu pedido será atendido... bah, já ia esquecendo, o Sol queima se ficar muito tempo exposto né? 

Me darás o Sol mesmo sabendo disso? 










segunda-feira, 15 de agosto de 2011

"Caralho, olha os véio!"

... foi exatamente essa a frase usada pelo Alemão, ao ver o quadro que fiz para o duo nesta ocasião...


Neste dia o show foi trazido pelo DCE, o cara (Eduardo), presidente do DCE é meu amigo e deu um jeito de nos avisar  exatamente o horário em que o Humberto e o Duca sairiam para a sessão de autógrafos (que é sempre bem conturbada). Na tarde do sábado, liguei para o Eduardo, para confirmar tudo. Chegamos ao hotel meia hora antes do combinado. O dia estava ensolarado e frio. Sentamos no sofá do hotel para esperar o momento da saída dos "caras". Depois de uns cinco minutos lá, o Alemão apareceu e veio falar com a gente, foi quando ele viu o quadro em cima da mesinha de centro na sala de espera. Ele literalmente "pirou", ria sozinho, "Caralho, olha os véio!" e pediu quem tinha feito e tal... aí ele entregou pra gente: postais, adesivos, cd e dvd promo... naquele dia ele parecia o coelho do "Alice no país das maravilhas", andava e olhava o relógio dizendo: "Eles estão atrasados!".  Nisso ele foi ver se o Humberto já estava pronto e o Duca adentrou ao hotel, com um casaco, manta, toca peruana e... "comendo um churros"! Ahahaha, foi engraçado mesmo! Rimos juntos depois! Os dois (Humberto e Duca) enfim vieram dos quartos, começamos a conversar eu e o Duca sobre o trabalho dele na Cidadão Quem, no Pouca Vogal e também como escritor, ele elogiou o quadro, tiramos algumas fotos e recebi um autógrafo especial no livro "A Casa da Esquina"...






Em seguida, troquei uma idéia com o Humberto e aí que vem a parte mais interessante desta S-tória... alguns dias antes do show, a SONY relançou alguns LPs na coleção "MEU PRIMEIRO DISCO" na qual, se não me engano, trinta artistas tiveram seus primeiros discos relançados e "LONGE DEMAIS DAS CAPITAIS" estava incluído. A tiragem de cada disco era de mil unidades apenas. Fiquei acompanhando pelo site da livraria cultura e assim que foi iniciada a venda, comprei-o. Por sorte o disco chegou na quinta-feira antes do show. Como sempre levei um pequeno arsenal para autografar, inclusive o disco. O Humberto autografou todos os materiais e por último este LP que citei acima. Quando ele viu o LP disse: "Cara, deixa eu ver como ficou o disco, tu já o tens e ainda nem tenho o meu, tenho que pedir!". É assim que ele acaba conhecendo os DeFé e o mais massa é o reconhecimento! 









Depois dos autógrafos o Humberto agradeceu o quadro, o Duca pegou o disco Rock Grande do Sul e disse: "Muito massa esse disco!". Fotagrafamos com o Humberto e fomos para casa.





No final da tarde ainda tivemos a oportunidade de acompanhar a passagem de som...





 Este foi meu primeiro show do Pouca Vogal, logo no início do projeto. O show foi muito massa e ao final ainda consegui o setlist!



Ah já ia esquecendo... depois de um tempo (06/03/2010), assistindo o programa "Patrola" na RBS, que tinha como destaque, uma entrevista com o Humberto em sua casa, fiquei surpreso ao ver a imagem do quadro (que citei lá no início do texto) entre meio às guitarras penduradas na parede. O quadro aparece exatamente em 5:39 min. Segue o link da entrevista: http://www.youtube.com/watch?v=pFX86OasRFA



Bom, valeu gurizada, esta foi mais uma S-tória! Até a próxima!



domingo, 24 de julho de 2011

" Hoje eu acordei mais cedo, tomei sozinho um chimarrão, procurei a noite na memória, procurei em vão..."

...voltando pra contar mais uma de minhas S-tórias nesta caminhada acompanhando a  banda Engenheiros do Hawaii, relembro que tive a oportunidade de estar ao lado do Humberto por duas vezes no mesmo dia...

... como a gente sempre acompanhou a agenda de shows pelo site da banda, verificamos lá que teria um show em Chapecó-SC. Desta vez resolvi unir as duas paixões no mesmo quadro (Grêmio e Engenheiros do Hawaii), no momento em que pensei em fazê-lo, estava vendo o DVD 10.000 destinos e na música "Illex Paraguariensis Alívio Imediato"  vi uma imagem que me chamou atenção... e foi dessa imagem que surgiu o quadro, com a adição do brasão do Grêmio dentro da engrenagem, assim como no Várias Variáveis...


... passamos todos os dias que antecederam o show, pensando em como faríamos para conseguir falar com o Humberto novamente... foi quando tivemos a brilhante idéia de ir até a RBS TV, pois tínhamos a certeza de que ele daria uma entrevista lá e seria uma ótima oportunidade... chegamos por volta de 11:30h e pedimos para a guria que estava no balcão de atendimento se a banda viria para dar entrevista no jornal do meio-dia e ela nos respondeu que o vocalista viria, mas que ela não gostava não da banda (ruim para ela né). Passados uns 15 minutos vimos uma van vindo em direção ao estúdio, era o Humberto chegando. Ele desceu da van, nos cumprimentou e então entregamos o quadro e pedimos alguns autógrafos e fotografias. Nisso ele colocou o quadro em um sofá que havia ali e veio tirar foto com a gente! Meu amigo (Deivison) tremia e não conseguia tirar as fotos, foi quando alguém pegou a câmera e fez o enorme favor... 







... depois de fazer as fotos,  Humberto agradeceu, se despediu, pediu desculpas pelo tempo escasso, por não poder ficar ali trocando idéias e foi em direção a porta do estúdio, adentrando ao mesmo. Nisso, ele voltou correndo e disse: Putz, não posso esquecer o meu quadro aqui! (o quadro havia ficando no sofá onde ele deixou na hora de fotografar com a gente) e complementou: Ah o outro quadro está na parede lá em casa! Na hora  não acreditei muito... mas depois, como mostrei no post anterior, o quadro estava lá mesmo, na casa dele! Saímos dali mais uma vez muito felizes com a situação e fomos correndo para conseguir pegar a entrevista na TV.

A tarde foi de ansiedade e de preparativos para o show. O show era promovido pela Claro (CLARO MUNDO ROCK) estava previsto para ter início 01:00h da manhã e a gente chegou perto das 19h, ficamos por lá esperando, para sermos os primeiros da fila, como sempre... após umas 2h o pessoal começou a chegar (inclusive uns amigos que conhecemos no show passado), foi quando as gurias da Claro que estavam por ali fazendo o marketing da empresa, nos chamaram e pediram se a gente gostaria de entrar no camarim, pois estávamos ali desde cedo e entenderam que éramos mesmo fãs da banda. Prontamente aceitamos o pedido, mas para entrar no camarim, teria uma exigência: ter celular da operadora. Eu, na época, usava celular Tim e meu amigo usava Claro. Percebendo que eu teria problemas por não usar o celular Claro, um dos guris que chegou depois, emprestou o seu celular para que não barrassem a minha entrada. Ficarei grato a ele para sempre!


!O show mais uma vez foi ótimo! Muitas fotos, desta vez o Humberto nos presenteou com a música "Mapas do Acaso" e sorriu  ao perceber que eu acenava as bandeiras do RS e do Grêmio, que me acompanharam em todos, desde o primeiro show!






Ao final do show, entramos no camarim, porém fomos desprevenidos, acabamos não levando nada de material para autografar, pois não esperávamos por esta surpresa, o massa foi que conseguimos mais umas fotos... e um sorriso de "vocês por aqui de novo!"








... este foi mais um relato de fã, aguardem por mais postagens... 

Valeu!

"...estamos no mesmo barco sob a mesma lua..." (Mapas do Acaso, Humberto Gessinger) 

sábado, 23 de julho de 2011

!S-tórias!

"Cara tu não vai nem acreditar..."

... A minha caminhada com Engenheiros do Hawaii começa muito antes mesmo que eu pudesse perceber... anos depois pude entender que a música com rajada de metralhadora "RATATATÁ" que minha mãe escutava e cantava desde sempre (Os Incríveis) viria a ser um hit EngHaw... Coincidência? Sinceramente não sei! Só sei que nasci em 1984, na cidade de Erechim, no Alto Uruguai gaúcho, alguns meses antes do show de estréia na escola de Arquitetura da UFRGS...

...começo hoje a narrar algumas passagens interessantes nesta minha caminhada...

...escutávamos Engenheiros por horas e horas seguidas, dias a fio, incessantemente, eu e meu amigo Deivison, guri massa, que assim como eu, respirava Engenheiros... Meu pai sempre dizia "Só sabes escutar isso guri!" e o pai dele dizia "Tá certo gostar de mulher, mas gostar, deste jeito, de alemão cabeludo e barbado...", era divertido mesmo. Meu pai sempre foi daqueles que escutou música tradicionalista, que gosta das coisas do nosso chão (do chimarrão, do churrasco...), não nego, gosto muito disso, mas gosto muito também do bom e velho Rock'nRoll!

... um dia desses, lá por 2005-2006, resolvi entrar em um fórum que discutia a falta de shows nas casas de show da região norte do Rio Grande do Sul e na Região Oeste de Santa Catarina e imaginem os senhores que naquele (s) ano (s) a internet discada ainda era predominante, 5 minutos para discar, 20 minutos para abrir a página (senão 30, 40, 50...), era uma luta diária... quando um certo dia, depois de muita persistência (meses seguidos), após os tantos minutos para estabelecer conexão e abrir a página... o dono de uma casa de shows de Xaxim-SC, nos respondeu dizendo que ele já havia contratado Engenheiros do Hawaii para tocar (naquele ano a febre do Acústico MTV havia tornado o volume de shows muito grande e era complicado contratar a banda, eram meses de antecedência para que isso fosse possível). Nos dias subseqüentes, como todo bom fã, não conseguíamos pensar em outra coisa, somente no show e como iríamos fazer para ter contato com o nosso ídolo, já que antes disso nunca tivemos a oportunidade de estar frente a frente com ele. Resolvemos então ir até a casa de shows em uma terça-feira a tarde (eu, Deivison e Alex) para conversar com o cara (Júnior) para viabilizarmos a nossa entrada ao camarim. Naquela tarde, o Júnior tinha ido viajar e voltaria somente no final do dia. Esperamos a tarde toda e conversamos, explicamos a situação de fãs que somos, combinamos tudo. Para que ele nos desse uma "força" na entrada ao camarim, propôs que fôssemos aos próximos shows que iriam ocorrer, incluindo (graças a Deus) Biquini Cavadão e Cidadão Quem e ainda por cima que ajudássemos na divulgação do show, distribuindo folders, foi o que a gente fez.




Eu já desenhava desde guri, porém passei a me profissionalizar em 2004. No dia em que fiquei sabendo do show pensei: "vou fazer um desenho em carvão, do clipe parabólica, daquela foto que está no encarte do box Infinita Highway para presentear o Humberto".



Os dias que antecederam o show foram de ansiedade extrema, como diria o mestre "Envelheci 10 anos ou mais neste último mês!"

Nos dois shows que fomos (Cidadão Quem e Biquini Cavadão) vibramos em outra frequência, tendo a oportunidade de ouvir e cantar junto duas músicas (Toda Forma de Poder por Bruno Gouveia) e (Terra de Gigantes por Duca Leindecker) para aumentar a ansiedade pré-show.

Sem contar que todos os dias ficávamos acompanhando no rádio a chamada do Humberto para o show e na tarde do dia do show, a entrevista.

Chegado o dia do show, horas antes como sempre estávamos lá, trazendo com a gente o arsenal: quadros, cd's, dvd's... Tendo a noção de que a missão estava cumprida e que por este motivo a nossa entrada ao camarim estava garantida, não nos preocupamos, mas me veio na cabeça a idéia de confirmar com o Júnior, nisso ele saiu e disse que não sabia, que ia ser complicado porque o Humberto não queria receber ninguém, enfim, depois de tudo o que fizemos o cara tinha deixado a gente na mão. Foi aí que surgiu a Vanessa, guria que trabalhava lá com ele, sensibilizada com a situação, chamou o pessoal da produção, que na hora, vendo os quadros, o material todo e tamanho fanatismo nosso, liberou nossa entrada! O show foi muito bom e de quebra ainda ouvimos "Freud Flintone". Minutos antes de acabar o show, um pouco antes do "bis", saímos em direção ao camarim, onde na porta de entrada encontramos duas gurias paradas, já esperando, só que pelo que vimos, não tinham material nenhum, foram só para "ter uma foto". Elas olharam pra gente e disseram que elas eram as primeiras (lógico, com ar de ironia) e pediram se a gente poderia fotografar caso entrássemos logo em seguida...


Lá fora ouvimos Pra ser sincero e Era um Garoto... já no "bis" e quando a banda se dirigiu ao camarim (nessa altura do campeonato a fila já estava enorme), a Vanessa saiu na porta e perguntou: tem alguém com o crachá da imprensa? Depois disso ela disse: Infelizmente o Humberto só vai receber o Rafa e o Deivison! As gurias ficaram de cara com a gente...

Mas tudo bem, lá dentro entre conversas e autógrafos, meu amigo disse ao Humberto: "Nesse ano vamos ver se o Brasileirão é nosso!" e o Humberto tirou onda com o Bernardo: "Putz, viu Bernardo e tu ainda és Flamenguista, ahaha!". Na hora dos autógrafos o nervosismo tomava conta, naturalmente, a gente nem soube direito o que dizer. Pedi para o Deivison segurar o quadro que eu fiz para o Humberto, pois estava com minhas mãos carregadas, ele então entregou o quadro ao Humberto que disse: "Pô que massa! Foi tu quem fez?"  Nisso o Deivi apontou para mim dizendo: "Não, não, foi o Rafa!"... O Humberto agradeceu, autografou nossos materiais e fotografou com a gente.



Obs.: Se não fosse por mim, a foto teria ficado massa! Cabelo feio, PQP! Hehehe



Aquele encontro como todos os outros que vieram depois ficarão para sempre gravados na memória.
Na volta para casa quase capotamos o carro com 6 pessoas, mas que nada, naquela hora teríamos morrido felizes...
E o mais legal é que dois anos depois, mais ou menos, o Humberto postou no site dos Engenheiros a foto do quadro na parede da casa dele, isso se chama reconhecimento!



Valeu! Essa é uma das histórias de shows que entraram para a história da minha vida, logo voltarei para contar outras mais...

"Sempre que eu preciso me desconectar, todos os caminhos levam ao mesmo lugar, é o meu esconderijo meu altar..." (DeFé, Humberto Gessinger)