sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A imortalidade das pedras


... décadas, séculos, milênios... o tempo não perdoa... a ação da gravidade que teima em manter tudo em seu lugar, "derruba" os mais frágeis, mas as pedras permanecem ali, resistentes, talvez por décadas, séculos, milênios...

... nos protegemos em nossos esconderijos, ficar exposto é algo humanamente impossível. A ciência evolui, trazendo os "prolongadores" da vida, porém, o fim é inevitável. Enquanto isso, as pedras parecem sentir muito pouco o passar dos anos... quantas vidas poderíamos viver, ali imóveis? Quantas vidas deixaríamos de viver?

Pode parecer loucura, mas e se as pedras sentissem? E se elas falassem? Muitas histórias trariam na bagagem. Muitos sentimentos de dor, de culpa e de medo teriam para compartilhar... a imortalidade tem seu preço e para as pedras, o preço é permanecerem eternamente estáticas, sem ao menos poder dividir o que passaram... mas e qual é o preço que pagamos por nossa vida "dinâmica"? Viver 4, 5, 6 décadas e agonizar no leito de morte... talvez chegar ao final da vida e perceber que seria melhor ter sido uma pedra... 

?Quanto vale a vida de qualquer um de nós?

E as pedras fora do caminho, alguém se importa? Aos olhos desatentos poderão passar despercebidas, assim como as pedras emudecidas de uma ruína em meio ao esquecimento, nas esquinas do tempo que insiste em passar...


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