...vai pense bem,
vem, vê se não vai,
deixar que o tempo apague as páginas
mais coloridas desse livro azul
que eu ainda não terminei...
(Pense bem, Vera Loca)
Será para sempre? Será até logo? Será nunca mais?
... ofereci abrigo, um lugar para ficar... ela me olhou como se soubesse desde o início que eu também não era dali... (Humberto Gessinger)
...como é difícil meus senhores, compreender e aceitar que ELA vai e volta a todo instante... quando menos espero, sou apunhalado e, o que era certo, acaba por se tornar incerto, inconstante...
.
.. eu queria que ELA deixasse ao menos a luz acesa para que eu pudesse ver em seus olhos a certeza de que tudo não passava de um engano... mas que engano? Não há engano algum, o que existe é o medo... lembranças de um passado, onde o presente não permite a continuidade e quer que os rumos sejam modificados. É uma pena que ELA não deixe este passado de lado e viva o que EU tenho a lhe oferecer...
Um tempo, é isso... mas quanto tempo? Será um segundo ou sessenta deles? Uma hora ou 24 delas? 365 dias ou a vida inteira? Como medimos essas coisas do coração? Quando estamos prontos para enfrentar tudo isso com a cabeça erguida e os pés no chão? Será necessária a serenidade de uma criança ou a destreza de um adulto?
...são perguntas que eu não sei responder... se eu tivesse uma bola de cristal não hesitaria em fazer tudo valer a pena da forma correta... mas como não tenho, continuo errando e tentando... seguindo em frente... errando de novo... mas se errar é demonstrar os sentimentos, querer estar sempre por perto, dividir a mesma cama... continuarei errando sempre...
Noite longa, madrugada,
vejo você indo embora,
estarei a sua espera,
mesmo quarto...
mesma hora...
(Madrugada, Vera Loca)
