terça-feira, 28 de agosto de 2012

Lentes... simplesmente... complexas!

"... juntos para sempre objeto e observador, física moderna e velhas canções de amor..."

(Humberto Gessinger)


... é, não podia faltar a minha homenagem aqui, por este dia tão especial...

... 22 anos de vida... diversos ângulos de visão... de quantas formas diferentes podemos ver o mesmo quadro? E a mesma foto? Quantos filmes dariam, baseando-se na vida de cada pessoa? E quantas biografias escritas separando-se por períodos? Todos temos uma biografia, a importância dela é dada pelas pessoas que nos rodeiam, que fazem parte, ativamente deste processo de construção e passagem dos anos...

... é difícil imaginar a vida sendo analisada por apenas um ponto de vista... somos rodeados por diversas formas de pensar e ver... e como é interessante... muitas vezes ver a vida passar despercebida até por quem a vive... enquanto outros lutam incansavelmente até a morte, no anonimato! Alguns escolhem ser o foco... luz, câmera, ação! Outros ainda, optam por eternizar os momentos, estar por detrás das lentes...

... e quão ricas são as lentes, quando usadas adequadamente... com "o cérebro e o coração"... admiro muito quem sabe fazer isso... falando nisso... de quantas formas diferentes se pode capturar a mesma cena? E pensando bem, podemos de formas idênticas registrar várias cenas... são as vidas por detrás das lentes, o dinamismo, as diversas formas de se ver o mesmo quadro, a mesma foto, o mesmo momento... 

... amor, para tu que usas a lente com "o cérebro e o coração", que autobiografas algumas imagens e que eternizas os momentos da vida de tantas pessoas... presto minha homenagem... tu vê pelas lentes e eu vejo aquilo que tu não vê... a tua vida enquadrando, congelando... tantas outras. Obrigado mais uma vez por me permitir, dar sentido com "outros olhos"  à aquilo que tu já deu sentido anteriormente... obrigado também por enquadrar a minha vida pela lente da câmera e pela lente do teu olhar...

  Te amo muito meu amorzinho!

"... se a TV estiver fora do ar 
quando passarem os melhores momentos da sua vida
pela janela eu estarei de olho em você
completamente paranóico...
longe, longe, longe, aqui do lado
paradoxo, nada nos separa..."

(Humberto Gessinger)


"... vamos, parece que foi ontem
até parece que a Terra parou
parece que não choveu mais..."

(Vera Loca)

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Tudo já passou, só eu que continuo aqui...

"Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão, um dia me disseram que os ventos ás vezes erram a direção e tudo ficou tão claro, um intervalo na escuridão..." 
(Humberto Gessinger) 


...pensar, pensar e repensar... buscar nos pensamentos mais insanos, a saída, que por sinal é sempre a chegada... os ciclos... estes ciclos que nos trazem de volta... voltando ao fim de tudo, ao início de tudo... como se de lá jamais tivéssemos saído... mas e há alguma válvula de escape, alguma rota alternativa que nos tire desta órbita? Talvez a resposta esteja aqui, evidente, que de tão evidente, nos pareça oculta... imaginar o infinito é demasiado inconstante e abstrato... compreender a totalidade é algo inatingível... hoje um ciclo se completa e pareço estar tão próximo, como nunca estive, daquele guri que percebeu que papai noel não existe...

... e quão frustrante é ter que desfazer os sonhos, descobrir que na real a realidade é outra... "quebrar a cara", cair em buracos profundos, escuros... fugir... estar longe de qualquer possibilidade de entendimento... buscar incessantemente, sem rumo, o rumo... é, este rumo que de fato não existe... 

...os anos passam e as experiências deixam marcas... marcas de expressão num rosto tão jovem, marcas psicológicas em uma memória igualmente jovem... os cabelos vão perdendo sua tonalidade natural, naturalmente a vida se esvai... inevitável é este processo, ás vezes lento, outras vezes tão rápido... lutar contra o tempo de nada adianta... perderemos as forças, hora ou outra... queda de braços injusta... cabo de força com vencedor pré-determinado...

"... o mundo mudou, só eu que continuo assim, assistindo a vida passar..." 
(Vera Loca)