sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Tudo já passou, só eu que continuo aqui...

"Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão, um dia me disseram que os ventos ás vezes erram a direção e tudo ficou tão claro, um intervalo na escuridão..." 
(Humberto Gessinger) 


...pensar, pensar e repensar... buscar nos pensamentos mais insanos, a saída, que por sinal é sempre a chegada... os ciclos... estes ciclos que nos trazem de volta... voltando ao fim de tudo, ao início de tudo... como se de lá jamais tivéssemos saído... mas e há alguma válvula de escape, alguma rota alternativa que nos tire desta órbita? Talvez a resposta esteja aqui, evidente, que de tão evidente, nos pareça oculta... imaginar o infinito é demasiado inconstante e abstrato... compreender a totalidade é algo inatingível... hoje um ciclo se completa e pareço estar tão próximo, como nunca estive, daquele guri que percebeu que papai noel não existe...

... e quão frustrante é ter que desfazer os sonhos, descobrir que na real a realidade é outra... "quebrar a cara", cair em buracos profundos, escuros... fugir... estar longe de qualquer possibilidade de entendimento... buscar incessantemente, sem rumo, o rumo... é, este rumo que de fato não existe... 

...os anos passam e as experiências deixam marcas... marcas de expressão num rosto tão jovem, marcas psicológicas em uma memória igualmente jovem... os cabelos vão perdendo sua tonalidade natural, naturalmente a vida se esvai... inevitável é este processo, ás vezes lento, outras vezes tão rápido... lutar contra o tempo de nada adianta... perderemos as forças, hora ou outra... queda de braços injusta... cabo de força com vencedor pré-determinado...

"... o mundo mudou, só eu que continuo assim, assistindo a vida passar..." 
(Vera Loca)

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