"Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão, um dia me disseram que os ventos ás vezes erram a direção e tudo ficou tão claro, um intervalo na escuridão..."
(Humberto Gessinger)
...pensar, pensar e repensar... buscar nos pensamentos mais insanos, a saída, que por sinal é sempre a chegada... os ciclos... estes ciclos que nos trazem de volta... voltando ao fim de tudo, ao início de tudo... como se de lá jamais tivéssemos saído... mas e há alguma válvula de escape, alguma rota alternativa que nos tire desta órbita? Talvez a resposta esteja aqui, evidente, que de tão evidente, nos pareça oculta... imaginar o infinito é demasiado inconstante e abstrato... compreender a totalidade é algo inatingível... hoje um ciclo se completa e pareço estar tão próximo, como nunca estive, daquele guri que percebeu que papai noel não existe...
... e quão frustrante é ter que desfazer os sonhos, descobrir que na real a realidade é outra... "quebrar a cara", cair em buracos profundos, escuros... fugir... estar longe de qualquer possibilidade de entendimento... buscar incessantemente, sem rumo, o rumo... é, este rumo que de fato não existe...
...os anos passam e as experiências deixam marcas... marcas de expressão num rosto tão jovem, marcas psicológicas em uma memória igualmente jovem... os cabelos vão perdendo sua tonalidade natural, naturalmente a vida se esvai... inevitável é este processo, ás vezes lento, outras vezes tão rápido... lutar contra o tempo de nada adianta... perderemos as forças, hora ou outra... queda de braços injusta... cabo de força com vencedor pré-determinado...
"... o mundo mudou, só eu que continuo assim, assistindo a vida passar..."
(Vera Loca)

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