O que poderia acontecer naquela noite fria de inverno, contraste da noite quente do mesmo inverno à 611,429252928 milhas (ou seria primavera?) ? A estação do ano não mudaria os fatos, naquela noite que nem ao menos terminou. A companhia de alguém que te ofereceu as estrelas (não somente pelo brilho intenso por elas produzido, nem tampouco por sua simbologia intrínseca e sim pela demonstração de que mesmo sendo difícil tocá-las, mesmo que as mãos não suportassem o calor emanado, algo humanamente impossível saltaria aos olhos, fazendo com que o caminho a ser percorrido até elas e as consequências de apanhá-las fossem desconsiderados) seria a cura para a solidão daquela noite... será mesmo que só daquela noite? Tolice acreditar nisso. As noites subsequentes seriam contempladas com este mesmo brilho, o brilho das estrelas que ela ofereceu. Pediria demais: todas as estrelas, a lua e o sol, caminho iluminado durante às 24 horas do dia?
"...ontem a noite eu conheci uma guria que já conhecia, de outros carnavais com outras fantasias, ela apareceu parecia tão sozinha, parecia que era minha aquela solidão. No início era um precipício, um corpo que caía, depois virou um vício, acordar no outro dia..."
Nos ouvidos, os fones, tocando aquela música, isso, aquela mesma, da qual eu sou o culpado. "Na boca ao invés de um beijo, um chiclete de menta"; no pensamento... ela; ELA, aquela que ofereceu as estrelas do céu e pediu para tomar cuidado com o que eu pedia...
Eu, no frio e escuro apartamento. Ela buscando abrigo, lhe restando apenas um corredor vazio... não vivemos de fato! Buscamos um sentido em meio a escuridão e a solidão daquela noite vazia, à milhas e milhas um do outro.
Agora eu entendo e sei que ela também entende... "noites que passamos lado a lado em solidão. Noites de inverno, noites de verão..."
Neste exato momento amanhece, parece que o Sol voltará a brilhar. Ainda não sei se meu pedido será atendido... bah, já ia esquecendo, o Sol queima se ficar muito tempo exposto né?
Me darás o Sol mesmo sabendo disso?


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