Vivendo sem querer,
buscando entender
a lógica da superficialidade,
enraizada na sociedade.
Essa tamanha crueldade
existe, é verdade!
O que não se dá conta,
é este faz de conta,
esta mera banalidade.
De que vale a capa se o conteúdo nada tem a oferecer? Puro jogo de marketing barato... bons livros não necessitam de capas extraordinárias, isso se aplica também aos discos, na verdade o que interessa mesmo é o CONTEÚDO.
E o que nos torna melhores? O dinheiro? Um rostinho bonito? O carro do ano? A roupa de marca? Somos iguais aos livros e discos...
... os bens materiais e a beleza exterior são como a capa e um dia desaparecem. E aí o que resta? O que mais se pode oferecer? O tempo com sua infinita sabedoria aniquila os adeptos da superficialidade, deixando firme só o que transcende a este frágil dogma.
Meus caros senhores, estes "superficiais" nada tem a oferecer e nada esperam além de conforto e prazeres passageiros, seu alcance de visão só permite que se veja a máscara. Hipócritas!
...historicamente, a sociedade tem se fundamentado no "belo" e no "perfeito", estes "pilares" parecem virtudes aos olhos dos supérfulos. Mas e aí vem a pergunta: Qual é a medida para isso? Cada qual com seu padrão, delimita a fronteira entre o feio e o belo, entre o ideal e o extravagante, entre o perfeito e o imperfeito... tem certas coisas que não se pode e nem se deve quantificar... porém, a sociedade medíocre com sua mídia inescrupulosa, impõe alguns padrões, que os "medianos" seguem a risca, procurando a todo instante medir e comparar estes pequenos detalhes...
"...quem me dera ao menos uma vez que o mais simples fosse visto como o mais importante, mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente!" (Renato Russo)
Infelizmente o mais simples que na realidade é o mais importante fica fora do resumo principal... não somos valorizados pelo que somos na vida, pelo que sentimos, pelo que pensamos... mas sim pelo que temos...
Newton já dizia em sua terceira Lei (Lei não apresenta restrições e é passível de comprovação) que para toda ação há uma reação! Desapeguemos destes pseudo-valores e seremos mais felizes, amaremos mais e verdadeiramente o próximo como a nós mesmos e veremos a beleza não-superficial!
"... visão de raio-x, o "x" desta questão é ver além da máscara!" (Humberto Gessinger)
Até logo! Abraços à todos!
Obs.: Dedico este singelo texto ao meu caro amigo/irmão Wilham, pessoa valorosa que divide comigo algumas longas horas de conversa! Sei que tu, assim como eu, está em busca do rompimento desta barreira da superficialidade! Adelante compañeiro, hasta la victoria!
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